Que tal isso: todos os dias às seis da tarde, em qualquer estação sintonizada, o rádio colombiano pára tudo para oferecer... o hino nacional da Colômbia! Não tem escapatória, praticamente como a Hora do Brasil, a quem ninguém dá bola.
Só que na Locombia o interessante é que não se trata de noticiar nada, senão de martelar sem muito mistério o nacionalismo na cabeça das pessoas. Ainda não sei qual é a repercussão disso, se a gente se sente conectada ao tema por algum frágil fio, se bem que acabo de escutar do Alex: "No te burles". OK.
O que posso dizer, sim, é que, por aqui, o fenômeno das bandeiras é, realmente, um fenômeno. Qualquer padoca tem a sua aí bem hasteada, cheia de orgulho. Até a Bayer alemã - que em seu próprio país não poderia soltar o amor à pátria por certas questões do passado que ainda afetam o presente - tem a sua ao lado de uma colombiana, claro.
Bom, e para quem morreu de curiosidade por saber como é o hino colombiano, esse vídeo afanado deste tipo chamado Jairo Afanador é pura pérola dos 80. Divirtam-se.
lunes, 27 de agosto de 2007
martes, 14 de agosto de 2007
Salsa em parque tupiniquim, nem de graça?

Esse fim-de-semana fomos a um dos eventos mais badalados de Bogotá, o Salsa al Parque. Trata-se de uma série de shows de grupos salseiros em pleno parque Bolívar, que transborda aos sábados e domingos, deixando o Ibirapuera no chinelo, apesar de ser três vezes maior.

Impossível dançar, mas ninguém estava nem aí: e viva a arte de escutar as maracas.
Entre show e outro, eu me perguntava que seria de um show de salsa em São Paulo ou no Rio a(ahahhaha), nem que fosse nas mesmas condições que esse: de graça, com bandas top de Cuba e de Porto Rico, três dias ininterruptos de apresentações etc. Acho que só iria eu, o Esteban e outros perdidos do Conexión Caribe.
Será que em engano??
Latineando sempre... E agora, a partir da Colômbia
Uy, uy, uy! Muito tempo passou. Em fins de fevereiro, iniciei a era de Peixes indo viajar, fui, aconteci, voltei e mal desfiz as malas para começar a empacar caixas e então zarpar definitivamente. Escolhi a Colômbia, ou a Colômbia me escolheu, então fiz anúncios para vender os móveis (grande êxito da minha carreira) e saí pro "mundo".Não dei mais notícias. Até a revista TPM de julho saiu com um registro meu sobre a viagem, incluindo o endereço deste blog, e eu só no trasteo, sem tempo para compartir as experiências de enviar caixas para Bogotá e de pagar excesso de bagagem com os amigos das Internê!
Pois, agora já instalada, tanta falta de dedicação está com os dias contados. Já me encontro bogotando, em uma simpática casinha do bairro de Mandalay, onde Alex e eu temos nosso QG.
A idéia, portanto, é que de agora em diante este humilde blog trate das peripércias de colombianos e seu locombianismos, além da relação tão estreita, apesar de tão distante, entre Brasil e Colômbia. Sem esquecer, é claro, das boas notícias que surjam dos nossos vizinhos.
Porque latinear é uma arte. Errante.
Vamos lá ;-)
jueves, 14 de junio de 2007
Camila vende tudo... Daqui a pouco, o corpinho
Expressionante! O sucesso do bazar foi tão grande e tão meteórico, que estou desejando abrir uma loja de decoração.
Pessoas se estapearam, tentaram me subornar para não vender determinados itens a outrem, disseram que pagam mais e ainda juraram me apoiar no que quer que eu faça! Estou tocada. Por esse motivo, além de fazer um balanço do que sobrou (para atualizar os interessados), ponho uma segunda leva de coisas.
Destaque total dessa baciada: o quadro/afiche do SOY CUBA - pintado à mão, trazido de Cuba e moldurado aqui, sem economia. ITEM DE COLECIONADOR!!! Ai, que dor no coração... Enfim, re-aproveitem ;-)
AINDA À VENDA DA LEVA ANTERIOR (mas por pouco tempo, pessoas já colocaram o olho):
puff - 40 reais
planta - 30 reais (gente, peloamordedeus, cadê a consciência ecológica?)
mesinha de centro - 70 reais
armário TV - 70 reais
E AS NOVIDADES...

Cartaz do clássico soviético-cubano SOY CUBA, importado da própria Cuba em si, pintado à mão e moldurado aqui sem miséria. Estou chorando pela minha capacidade de desprendimento ao colocá-lo à venda. R$ 300, pra quem quiser mesmo, porque não me custou barato! Senão, levo pra Colômbia e pronto.

Caixa de madeira para bijoux (ou ferramentas, meu amigo) importada da ALEMANHA. Juro. Podem perguntar pro Helmut. R$ 50.
Pessoas se estapearam, tentaram me subornar para não vender determinados itens a outrem, disseram que pagam mais e ainda juraram me apoiar no que quer que eu faça! Estou tocada. Por esse motivo, além de fazer um balanço do que sobrou (para atualizar os interessados), ponho uma segunda leva de coisas.
Destaque total dessa baciada: o quadro/afiche do SOY CUBA - pintado à mão, trazido de Cuba e moldurado aqui, sem economia. ITEM DE COLECIONADOR!!! Ai, que dor no coração... Enfim, re-aproveitem ;-)
AINDA À VENDA DA LEVA ANTERIOR (mas por pouco tempo, pessoas já colocaram o olho):
puff - 40 reais
planta - 30 reais (gente, peloamordedeus, cadê a consciência ecológica?)
mesinha de centro - 70 reais
armário TV - 70 reais
E AS NOVIDADES...

Cartaz do clássico soviético-cubano SOY CUBA, importado da própria Cuba em si, pintado à mão e moldurado aqui sem miséria. Estou chorando pela minha capacidade de desprendimento ao colocá-lo à venda. R$ 300, pra quem quiser mesmo, porque não me custou barato! Senão, levo pra Colômbia e pronto.

Sorrisão o da Marylin, hein? Por 40 reais, ele é seu.

Caixa de madeira para bijoux (ou ferramentas, meu amigo) importada da ALEMANHA. Juro. Podem perguntar pro Helmut. R$ 50.
lunes, 11 de junio de 2007
Camila vende tudo... E vai pra Bogotá!
Pois é, não houve como resistir. Eu fiz que não era comigo, pretendi que a viagem seria uma experiência marcante e nada mais, mas não rolou.
Cada passeada por uma cidade, uma investigação. Depois de flertar com muitas propostas, resolvi aceitar a do narcotráfico, que - como era de se esperar - alcançou agradáveis níveis financeiros.
Então, decidi fazer a malinha: vou para a Colômbia. Bogotá é a escolhida, e para lá eu não posso levar meus maravilhosos (apesar de modestos) móveis. Por isso, decidi promover um agradável e baratíssimo bazar virtual.
Assim meus amigos me ajudam a escoar a casa para, pelo menos simbolicamente, preencher outra! Abaixo vocês, amigos, vêem as fotos dos itens à venda. Tudo a preço de banana!
Quem se interessar, pode me escrever (camila.moraesARROBAgmail.com), garantir o móvel desejado e dormir tranqüilos por ter ajudado 'as irmã'.
Que assim seja!

Puff de xita = R$ 40. Novo e charmosérrimo!

Poltrona "Marcinha" de oncinha = R$ 100. Certamente vai dar tapa.

Microondas = R$ 90. Quem não precisa de um?

Planta (de sombra) = R$ 30. Se não morreu comigo, não morre com ninguém.

Mesinha de telefone = R$ 20. Com imagens de galãs do cine, made in Benedito (bem sabemos).

Mesinha de centro = R$ 70. Ai, que dó (amo, comprei de joguinho com o Perón).

Abajur = R$ 20. Super efeito noturno.

Armário com gavetas = R$ 150. Madeira maciça!
Cadeira de escritório = R$ 75. Segura até minhas dores nas costas.

Cama+box = R$ 300. Nova e de qualidade!

VHS = R$ 50. Lembre-se de que muitos filmes da sua locadora ainda não foram digitalizados.

DVD = R$ 80. Simples, mas honesto.

Estante branca = R$ 80. Novamente: simples, mas honesta.

Impressora = R$ 120. Novíssima!

Máquina de lavar roupa = R$ 200. A portinha é frontal, assim que dá pra empilhar roupa tranquilamente.

Mesa de madeira = R$ 100. A peça mais legal da casa, na minha humilde opinião.
Cada passeada por uma cidade, uma investigação. Depois de flertar com muitas propostas, resolvi aceitar a do narcotráfico, que - como era de se esperar - alcançou agradáveis níveis financeiros.
Então, decidi fazer a malinha: vou para a Colômbia. Bogotá é a escolhida, e para lá eu não posso levar meus maravilhosos (apesar de modestos) móveis. Por isso, decidi promover um agradável e baratíssimo bazar virtual.
Assim meus amigos me ajudam a escoar a casa para, pelo menos simbolicamente, preencher outra! Abaixo vocês, amigos, vêem as fotos dos itens à venda. Tudo a preço de banana!
Quem se interessar, pode me escrever (camila.moraesARROBAgmail.com), garantir o móvel desejado e dormir tranqüilos por ter ajudado 'as irmã'.
Que assim seja!
Puff de xita = R$ 40. Novo e charmosérrimo!
Poltrona "Marcinha" de oncinha = R$ 100. Certamente vai dar tapa.
Microondas = R$ 90. Quem não precisa de um?
Planta (de sombra) = R$ 30. Se não morreu comigo, não morre com ninguém.
Mesinha de telefone = R$ 20. Com imagens de galãs do cine, made in Benedito (bem sabemos).
Mesinha de centro = R$ 70. Ai, que dó (amo, comprei de joguinho com o Perón).
Abajur = R$ 20. Super efeito noturno.
Armário com gavetas = R$ 150. Madeira maciça!
Cama+box = R$ 300. Nova e de qualidade!
VHS = R$ 50. Lembre-se de que muitos filmes da sua locadora ainda não foram digitalizados.
DVD = R$ 80. Simples, mas honesto.
Estante branca = R$ 80. Novamente: simples, mas honesta.
Impressora = R$ 120. Novíssima!
Máquina de lavar roupa = R$ 200. A portinha é frontal, assim que dá pra empilhar roupa tranquilamente.
Mesa de madeira = R$ 100. A peça mais legal da casa, na minha humilde opinião.
miércoles, 6 de junio de 2007
América Latrina inspiradora
Latinoamérica, apesar de América Latrina (dito com carinho e espirituosamente, tá), inspira. Não só por suas paisagens desnumbrantes - e dá-lhe mar azul do Caribe, montanhas altas e geladas, grandes capitais animadas... - mas também pelo seu pulsar cinematográfico.
Foi exatamente isso que levou Palmas, rato de trilhas-arrendimento e de viagens-furada - a curtir uma prainha sem maiores obrigações eco-esportivas e registrar toda a parada (beleza, incluiu uma trilha de sete horas, pobre da Bruna) em imagens que viraram uma obra de arte do cinema turístico-experimental.
E como a produção foi rodada na Venezuela, ele fez boa vizinhança e agradeceu devidamente o apoio de Hugo Chávez Frias. Isso aí, salvemos a pele.
Curtam a história dando play no vídeo abaixo! A trilha sonora é de arrasar.
Foi exatamente isso que levou Palmas, rato de trilhas-arrendimento e de viagens-furada - a curtir uma prainha sem maiores obrigações eco-esportivas e registrar toda a parada (beleza, incluiu uma trilha de sete horas, pobre da Bruna) em imagens que viraram uma obra de arte do cinema turístico-experimental.
E como a produção foi rodada na Venezuela, ele fez boa vizinhança e agradeceu devidamente o apoio de Hugo Chávez Frias. Isso aí, salvemos a pele.
Curtam a história dando play no vídeo abaixo! A trilha sonora é de arrasar.
martes, 22 de mayo de 2007
Argentinos avisam: viagra sem culpa
Para que desistir de acompanhar E registrar as particularidades mais particulares da América Latina, se os periódicos nos presenteiam notícias tão interessantes quanto essa:"Pesquisadores argentinos afirmam que Viagra pode ser bom para jet lag".
É por isso que eu decidi - e isto lhes anuncio - seguir dividindo com meu público mais fiel, provavelmente de duas pessoas, minha mirada sobre a mirada desse povo tão criativo.
É por isso que eu decidi - e isto lhes anuncio - seguir dividindo com meu público mais fiel, provavelmente de duas pessoas, minha mirada sobre a mirada desse povo tão criativo.
E voltando à notícia, parece que pelo menos em camundongos, o citrato de sildenafil, vulgo Viagra, ajuda a recuperação de cérebros desnorteados pelo mal das viagens para fuso horários diferentes.
A adaptação dos bichinhos "viajantes" foi melhor em 50%, o que, tenho certeza, levará a argentinada a acreditar sem medo na caixinha de Viagra, mesmo se ela tiver que ser carregada na bagagem de mão, sempre tão sujeita a ser revistada.
* OBS: Não que importe, mas a nota no jornal termina dizendo que não é possível saber se "o mesmo ocorre no homem". Os testes foram realizados com o adiantamento do relógio biológico dos animais - e não o contrário. "O efeito, portanto, não seria sentido de leste a oeste".
A adaptação dos bichinhos "viajantes" foi melhor em 50%, o que, tenho certeza, levará a argentinada a acreditar sem medo na caixinha de Viagra, mesmo se ela tiver que ser carregada na bagagem de mão, sempre tão sujeita a ser revistada.
* OBS: Não que importe, mas a nota no jornal termina dizendo que não é possível saber se "o mesmo ocorre no homem". Os testes foram realizados com o adiantamento do relógio biológico dos animais - e não o contrário. "O efeito, portanto, não seria sentido de leste a oeste".
lunes, 14 de mayo de 2007
Baila, Santa...
Continuo latineando em terras brasileiras e, por sinal, bem acompanhada!!!
Eu, Mee, Paulinha e Inara, eleita - ou fagocitada - a musa Bajofondo 2007, nos enfiamos no Via Funchal nessa segunda, dia 14, para ver Bajofondo e... cair nos braços de Santaolalla.
Depois de um "nos acompañan al escenario para bailar???" de um total desconhecido, no nos faltó más que ir a misa ;-)
Ai, que delícia, Santa!!!
Eu, Mee, Paulinha e Inara, eleita - ou fagocitada - a musa Bajofondo 2007, nos enfiamos no Via Funchal nessa segunda, dia 14, para ver Bajofondo e... cair nos braços de Santaolalla.
Depois de um "nos acompañan al escenario para bailar???" de um total desconhecido, no nos faltó más que ir a misa ;-)
Ai, que delícia, Santa!!!
martes, 8 de mayo de 2007
Hasta siempre, América Latina

Acabou!
Foram exatos 70 dias e, sem por nem tirar, uma experiência fascinante. Há muito o que agradecer: o companherismo do Al, o bom humor tupiniquim do André del ano, a companhia surpresa de personagens como Rafael, figura imperdível de Curitiba, de Juan, meu adorável guia de Lima, de Tom, o australiano que vende café e que a Marcinha certamente cataria, e de muitas outras figuras inesquecíveis.
O destaque vai com carinho pro meu querido Alex, que apesar de colombiano não é de todo perigoso (!), e que, com muita dedicação, mostrou a mim tudo o que a Locômbia, um dos auges dessa viagem, tem a oferecer.
Foram exatos 70 dias e, sem por nem tirar, uma experiência fascinante. Há muito o que agradecer: o companherismo do Al, o bom humor tupiniquim do André del ano, a companhia surpresa de personagens como Rafael, figura imperdível de Curitiba, de Juan, meu adorável guia de Lima, de Tom, o australiano que vende café e que a Marcinha certamente cataria, e de muitas outras figuras inesquecíveis.
O destaque vai com carinho pro meu querido Alex, que apesar de colombiano não é de todo perigoso (!), e que, com muita dedicação, mostrou a mim tudo o que a Locômbia, um dos auges dessa viagem, tem a oferecer.
O resultado, além de uma cabeça girada, pirada e agitada, sem pedir perdão pela repetição de "adas", é um bando de projetos, fruto de inúmeras novas vontades que se juntaram às velhas, mas, sobretudo, um encontro com a América Latina e com a latinidade em mim e em todos nós (cursi, cursi).
Sem delongas nesse post [meio que] conclusivo, meu voto é que a gente se una. Já somos um povo, um estilo. Estão aí as nuances, que, claro, têm de haver em cada lugar. Mas engana-se quem achar que não se trata de uma só alma.
A grande tarefa pendente - e que a levemos à cabo - é misturar o espanhol e o português, abrir as fronteiras culturais, fortalecer-se em todos os sentidos de dentro pra fora (chega de dependência) e abraçar o continente.
Sem delongas nesse post [meio que] conclusivo, meu voto é que a gente se una. Já somos um povo, um estilo. Estão aí as nuances, que, claro, têm de haver em cada lugar. Mas engana-se quem achar que não se trata de uma só alma.
A grande tarefa pendente - e que a levemos à cabo - é misturar o espanhol e o português, abrir as fronteiras culturais, fortalecer-se em todos os sentidos de dentro pra fora (chega de dependência) e abraçar o continente.
Eu já abracei, por enquanto com tapinha nas costas. Muito há de vir (e que seja nível três!). Por hora, deixo os dedicados leitores deste humilde blog com um obrigada-pela-parte-que-me-toca e com meu site que acabou de nascer para, quem sabe, provocar uma dessas mudanças que eu comentei que desejo.
Nos vemos por aqui, com menos frequência mais com a mesma besteirada, e lá também, no www.lalatina.com.br.
Pois sem medo de posar de Che Guevara, eu ainda digo:
Hasta siempre, Latinoamérica!
Hasta siempre, Latinoamérica!
No Primero de Mayo, rendida nos braços da construção
Eu havia de ser coroada rainha de alguma coisa, algum dia. Tinha plena convicção. Quisera eu que fosse das mulheres mais lindas E com Q.I mais alto, tipo a Sharon Stone, mas isso só até saber que existe na Venezuela a U.B.T., a Associação dos Trabalhadores Socialistas da Construção (não se deixem levar pela sigla).

Ao contrário de 2006 ao lado de Fidelito e seus chocolatines, meu Primeiro de Maio de 2007 em Caracas não teve Chávez, como merecia, mais esbanjou, sim, altas doses de calor humano à venezuelana. O lance é que el presidente ficou lá por Cidade Bolívar, não me recebeu pra fazer a Revolução e tampouco "falou às massas para encantá-las", como fraseou um dos meus companheiros pedreiros de marcha. Não importa.

O dia, um agradável lunes de sol, começou com minha ida ao ponto central da cidade e também concentração das distintas marchas que percorreriam a cidade: a avenida Bolívar. Pois é claro que eu não buscava ninguém da oposição (queria ver como se comportam os chavistas), portanto tudo se tratava de seguir uma multidão de vermelho.


De mini e camiseta branca, bolsa de zebra nos ombros, comecei a seguir um pessoal que cantava bem animado. Pois tem vezes que meu cabelo levemente claro e minha pele de hospital parecem reluzir. Como consequência desse fenômeno, não durou nem dois minutos para que me abordassem: "Mas você tem que usar camiseta vermelha!". Respondi que era só eles me "regalarem", que eu usava (afinal rezava por algo que me misturasse com a aquela multidão o mais rápido possível), e uma camiseta e um boné depois, lá estava eu, vermelha e socialmente fashion.

Corremos, gritamos (Uh, ah! Chávez no se va!) e celebramos o dia de não trabalhar, até nos concentrarmos diante de um palco de onde líderes dos sindicatos não esbanjavam tanta criatividade ao alternar os berros entre "Trabajadores chavistas, boliviarianos y socialialistas!" e "Socialismo, patria o muerte".

Tudo era festa, até virar realmente rumba com a chegada de um grupo de salsa para animar a garotada. Eu já andava devidamente escoltada por dois amigos, ops, companheiros, que me protegeram dos incontáveis olhares de "que faz essa mina aqui". Duas canções mais tarde e começaram as abordagens. Pois dancei, dancei e dancei. Yunior e José se preocuparam: era de um pra outro, do outro pra um. Virei a rainha da construção, disputada entre os grupos que tomavam vinho, os que tomavam cerveja e os que chupavam gelinho.

* Los compas José e Yunior.
A essa altura já sabiam que eu "era" brasileira, e o Brasil, na cabeça deles, já parecia um lugar beeem razoável - "Chávez é amigo do Lula!" -, à curta distância de ligações semanais, envio constante de cartas, possíveis viagens de avião ("Cuanto cuesta el pasaje?") e até de mudanças de vida ("Se encuentra trabajo ahí?"). Calculo que uns 12 venezuelanos estejam programando uma visita a São Paulo logo.
Já sem pensar em Chávez, que me deixou a ver navios, me senti devidamente agraciada pelas visitas, cartas e ligações que nunca vão acontecer. E de vermelho, rosa ou o que for, curti o carinho, as risadas e a bonita experiência. Compas, pues con o sin Chávez... Que viva la revolución ;-)
lunes, 30 de abril de 2007
Colombianismos - não para!
Pois agora não para mais. Os colombianos encontraram voz em meu humilde blog e agora me enviam freneticamente novos termos de seu vocabulário peculiar (gracias, Alex, lindo!).
Alex está fazendo força para arrancar lá do fundinho mais e mais gírias. É ele quem acrescenta:
:: Párame bolas: ponme atención.
:: Chanda: de mala calidad, malo.
:: Parar oreja: escuchar.
:: Mirar rayado: mirar de reojo, con rabia. Olhar de rabo de olho…
:: Meterse al rancho: insultar, meterse con algo personal.
:: Estar salado ou me lleva el putas: estar de mala suerte. Estar cagado?
:: Patán: atrevido, basto, de malos modales.
:: Chimbo: de mala calidad, articulo pirata, miembro viril. Qualé que é a do “membro viril”??
:: Pelar el cobre: mostrar realmente como es la persona.
:: Cascar: golpear.
:: Lambón: interesado, persona que se arrodilla ante los demás para conseguir lo que quiere. Puxa saco…
:: Choro: ladrón.
:: Chiripa: de suerte. Pasé el examen de pura chiripa. Passei de rabudo!
:: Sacar la piedra: sacar el mal genio.
E, por fim, ainda ameaça:
"Ya encontraré otros..."
Alex está fazendo força para arrancar lá do fundinho mais e mais gírias. É ele quem acrescenta:
:: Párame bolas: ponme atención.
:: Chanda: de mala calidad, malo.
:: Parar oreja: escuchar.
:: Mirar rayado: mirar de reojo, con rabia. Olhar de rabo de olho…
:: Meterse al rancho: insultar, meterse con algo personal.
:: Estar salado ou me lleva el putas: estar de mala suerte. Estar cagado?
:: Patán: atrevido, basto, de malos modales.
:: Chimbo: de mala calidad, articulo pirata, miembro viril. Qualé que é a do “membro viril”??
:: Pelar el cobre: mostrar realmente como es la persona.
:: Cascar: golpear.
:: Lambón: interesado, persona que se arrodilla ante los demás para conseguir lo que quiere. Puxa saco…
:: Choro: ladrón.
:: Chiripa: de suerte. Pasé el examen de pura chiripa. Passei de rabudo!
:: Sacar la piedra: sacar el mal genio.
E, por fim, ainda ameaça:
"Ya encontraré otros..."
Cenas da Caracolândia













Ao invés de comentários ao léu, a transcrição de um ilustrativo bate-papo com Arturo, o taxista:
Camila: ¿Y te gusta vivir en Caracas?
Arturo: Más o menos... Es una ciudad muy estresante. Hay demasiado trafico, demasiada gente, demasiado ruído.
Camila: ¿Cuantos habitantes hay en Caracas?
Camila: ¿Cuantos habitantes hay en Caracas?
Arturo: Unos 5 millones.
Camila: Se supone que de donde vengo yo la cosa es 4 veces más estresante.
Arturo: Uy... Imagina tú.
(...)
Camila: Qué te parece Chávez?
Arturo: Es el presidente de Venezuela, ¿qué decir de esto?
Camila: ...
Arturo: Soy apolítico.
Camila: Pues eso está de moda.
Arturo: ¿Y tú, qué piensas de Chávez?
Camila: Un tantico exagerado...
Arturo: Es amigo de tu presidente.
Camila: Pues antes amigo.
Arturo: La verdad es que a mi me tocó vivir con Chávez y a ti te tocó vivir con Lula.
Camila: Así es la vida.
Arturo: Sí, así es, mi vida.
Legendas das fotos, de cima para baixo:
Legendas das fotos, de cima para baixo:
Abre) Quien dijo que el capitalismo es bonito?
1) Reforma constitucional vem aí, e propaganda é o que não falta.
2) Centro comercial não é grama, mas em Caracas é quase. Esse superluxuoso é o Santo Ignacio.
3) Centro Comercial Tolón, full no domingo (até barbeiro funciona).
4) A foto era pra clicar a bolsinha do Brasil, mas o colega rindo do lado é bem melhor...
5) Parece Buenos Aires: jubilados politicamente conscientes reunidos na praça!
6) Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum.
7) Infelizmente, não fiquei pra descobrir qual dos personagens ele resolveu levar.
8) Capitolio.
1) Reforma constitucional vem aí, e propaganda é o que não falta.
2) Centro comercial não é grama, mas em Caracas é quase. Esse superluxuoso é o Santo Ignacio.
3) Centro Comercial Tolón, full no domingo (até barbeiro funciona).
4) A foto era pra clicar a bolsinha do Brasil, mas o colega rindo do lado é bem melhor...
5) Parece Buenos Aires: jubilados politicamente conscientes reunidos na praça!
6) Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum.
7) Infelizmente, não fiquei pra descobrir qual dos personagens ele resolveu levar.
8) Capitolio.
9) Panteón Nacional: "casa de más de 160 ilustres venezoelanos" muertos.
10) Museu de Bellas Artes + Cinemateca!
11) Muita pixação, poucos estênciles.
12) Metro, bem bom.
13) Brahma, minha gente. E pegando pesado.
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