martes, 17 de abril de 2007

Divino niño?




Pois não paro de me impressionar. Em Bogotatis, como eu carinhosamente chamo a capital da Locômbia e lugar onde gostaria muito de viver, tive a chance de adicionar o conceito do "Divino niño" aos meus conhecimentos católicos recém-adquiridos.

É que aqui, além da imagem de Jesus cruficicado, um forte hit é a imagem do bebê Jesus nas casas. Tipo assim, na varanda, de decoração. Segundo disse o Alex, meu bogotano pessoal: "Fotografa, que isso é muito típico".



Então tá.

Loca Cali



Opa! O blog ficou temporariamente em stand by, mas é a religião católica, apoiada pelo frenesi dos colombianos, quem devemos culpar. Afinal, para comunicar-se com Deus durante a Semana Santa, ninguém precisa de internet.

Ao bem da verdade, há quem possa culpar a mim, que mergulhei nas rotas da Colômbia de corpo, alma e corazón.

Em Cali, apesar do atentado à uma estação de polícia ao melhor estilo PCC no último dia 9 de abril, as coisas transcorreram pra lá de bem. Cidade cheia de energia, capital nacional da salsa, centro das mulheres mais bonitas do país (diz o Lonely Wrong Planet) e lugar de coisas estranhas pelas ruas (diz o uma vez meu amigo Gustavo Cerezo, ex-habitante local).

Pois de estranho, na realidade, só vi um par de estabelecimentos curiosos, tipo uma loja de sucos afrodisíacos ("o prazer é algo que enfiaram na sua cabeça") e um cabeleireiro que promete um inesquecível ingresso ao mundo da fama e do dinheiro. E como será isso?

lunes, 9 de abril de 2007

Iluminada em Cali


Ufa, acabou a Semana Santa! Esse ano, definitivamente troquei o chocolate por missas e procissões, da mesma maneira, até sair pelos olhos.

Pra não ficar completamente de fora da balada, resolvi dar uma iluminada, pra me sentir - tipo assim... - uma santa.

sábado, 7 de abril de 2007

A vida é um doce


Gente, quanto tempo fazia que eu não comia algodão doce? Estava bem ruim (comprei porque não me lembrava do gosto, sem falar da nostalgia e do fetiche que é comer algo rosa), mas me fez sentir superbem. A vida, de fato, é um doce.

A Minas da Colômbia








Jorginho reclamou, eu atendo: aí vão cenas de Popayán, a cidade blanca. Igrejas a dar com pau, arquitetura colonial, ruas de pedra... Em outros termos, Minas é na Colômbia.

Bananas quem têm são eles


Yes, nós temos bananas foi uma expressão certamente inventada por um colombiano. Pois vejam a idade dessas aí...

Exército colombiano, o seu melhor amigo




Cinco paradas ao longo de 300 km para ser revistado por um cara de cara feia? Não reclame: o exército colombiano é o seu melhor amigo.

As estradas do país estão cheias de grupos de soldados que param carros, ônibus e o que for para controlar o fluxo de pessoas pra lá e pra cá.

A galera do nosso busão, bem animada, reclamava a alta voz sempre que havia uma parada. Eu, enquanto isso, comemorava silenciosamente por não ter que abrir minha mochilinha pra ninguém das Farc.

Y Locombia nos recibe de brazos abiertos... y con gas







Pois meu feeling se concretizou: Colombia nos recebeu superbem. Não tenho muitas justificativas para essa minha sensação tão prévia e até descabida, mas eu botava a maior fé na Locombia desde antes de sair de viagem - já era meu país preferido.

Depois de uma árdua trajetória de quase 24 horas (16 horas era a previsão e, eu lhes digo, agarrar-se à previsão é SEMPRE o que mata), vendo filmes de falta de qualidade indiscutível e escutando salsa (que eu adoro) e música de corno (que qualquer um de bom senso odeia) à toda, durante toda a madrugada E o dia, chegamos a Popayán em grande estilo: no meio da maior procissão católica de um país que registra 95% de católicos! A energia foi pesada, tamanha a quantidade de pecados, mas confesso que estava engraçado - se não fosse pela absoluta falta de quartos de hotel e o consequente pânico, com algo de rechaço aos cristãos, que eram maioria.

Malas na rua, planos quase concretizados de dormir no terminal de busão, o Al foi abordado por uma simpática família - cujo bebê já havia limpado toda a rua engatinhando, conforme meu olhar já havia captado -, que nos convidou a ficar em sua casa. Malandrona e levemente desesperada, sem contar a vontade de algo diferente acontecesse, não demorei nem dois segundos pra dizer: gracias, sí, gracias!

Fomos então - todos em um caminhão de gás cheirando a gás, ao ar livre e com sorriso no rosto. Chegando na agradável e humilde casa, tomamos banho frio (caray...), comemos arroz com ovo, escutamos 20 vezes o quanto somos aventureiros e seguimos para cama. Dia seguinte, mais gás (vendemos dois barris no meio do caminho), e o simpático Alex, avô de 41 anos, falador, nos deixou no terminal, perto do centro, para curtir a cidade.

Pois curtimos. E a Locombia já deixou marcados nossos corações: de carinho, cera de vela católica, cerveja Poker e... gás.

LEGENDAS DOS CLIQUES (de cima para baixo):

1) O trio Juliana, Jamir e Camilo: ela, cunhada dele, que é tio do último. Parte de uma família superespecial (e atéia) que nos acolheu no meio do frenesi católico.
2) Velas e... cruzes!!!
3) A feliz dupla acolhida respira aliviada no dia seguinte à chegada a Popayán.
4) Ofensas veladas era o que se escutava ao tentar cruzar o paredão de católicos, todos sentados na calcada esperando o show começar.
5) Moi, tentando fotografar Juan, o bebê limpa-chão.
6) Juan, cheio de personalidade.

miércoles, 4 de abril de 2007

Rumo a Popayán, Colômbia


Quito com horas contadas, estamos de partida para Popayán, no sul da Colômbia.

Será uma parada estratégica para atrasar um pouco nossa chegada a Cali e a Bogotá, onde seremos agraciados com companhia local (mais de uma, inclusive)!

Não, não é a casa do Popeye. Segundo o Lonely Planet, é uma cidade supercharmosa, de arquitetura invejável, tranquila etc, etc.

Mandaremos mais notícias de lá!

La chica de la cevicheria




Eu, agora é oficial, gosto de ceviche. A camiseta-homenagem é de Quito, mas até o momento o ceviche limeño está ganhando disparado.

Vários "estênciles" para o André









Quito está arrasando nessa minha pesquisa, tão livre quanto espontânea, a respeito dos estênciles da América Latina.

"Estêncil", para quem anda se perguntando, vem do inglês stencil, essa interessante forma de arte que marca o cenário urbano com imagens legais e provocativas.

O André del ano é bem ligado no assunto, por isso dedico essas mostras quiteñas especialmente a ele.

De nada, Dé!

martes, 3 de abril de 2007

Cine com café




Eee! Em Quito, tem cine e tem café! E de qualidade! Qual não foi a minha satisfação ao entrar em um pequeno café que anunciava trezentos tipos diferentes, tomar um capuccino que não tinha gosto de cevada e, ainda por cima, encontrar um jornal ESPECIALIZADO EM CINEMA, que cheguei a afanar, em cima do balcão.

Êxtase total, que aumentou ainda mais ao descobrir que a organização do jornal é um cine independente, que fica ao lado de uma escola de cine (!) e onde vão exibir películas NACIONAIS, uma delas a que assistir ver hoje. Sim, sou um bicho urbano ;-)

PS. A foto do "Cafeto" merece crédito, afinal a mal educada da mulher dona do café me repreendeu por tê-la feito e ainda me pediu fucking gentilmente pra apagar. Não apaguei, tá, sua tonta.

Pobre niño del Ecuador


O que faz uma mãe vestir um filho assim, gente? Tá, agora é engraçadinho, à sua maneira little adult monster, tanto que eu fiz a foto e tal... Mas depois o cara vai crescer e jamais será compreender que suspensório e calça lá no cume são coisas que colocaram na cabeça dele. Sem falar nos efeitos colaterais.

Norte e sul, um conceito nada más







Confuso estar em uma linha que divide o norte do sul, a atual primavera do também atual outono, sem falar do calendário escolar, das desejadas férias de verão, do real começo do ano (no sul é depois do carnaval, mas e no norte?) e assim por diante.

Em todo caso, curti chegar a Mitad de Mundo, uma cidade fictícia que circunda essa área onde tudo é conceito, nada más.

Teve show de cumbia e de românticas, cerveja, frio e fotos turísticas com um pezinho pra cada lado. Só que eu, sentindo-me atualmente grande defensora do sul, preferi deixar os dois pezinhos pra cá. Nunca gostei dessa história do verão ser no meio do ano mesmo.

domingo, 1 de abril de 2007

Atual parada: o meio do mundo


Ié! Chegamos aos trancos e barrancos, mas agora Quito já é!

Um e meio milhão de habitantes, mais de 2.800 m de altura (e viva o retorno ao frio), é tida por muitos como a capital mais bonita da América do Sul.

Eu, por enquanto, não saí da Gringolándia, bairro daqueles de balada, hostel e cafés de internet. Mas, boto fé.

Aguardem novidades, da parte de cima e da debaixo do Ecuador (a linha).

Legenda: por aqui, eles pixam também.

Baby Evelyn


Simpática equatoriana, tem isso dos bebês que vivem no calor: estão constantemente babados, de pé no chão e, não poucas vezes, inteiramente molhados. Adorei ela, e acho que ela me adorou.

Do Peru, eu quero só o recheio


Tropeaçando entramos no Peru e chutados saímos dele. A saga começou em uma confortável (para o que viajava na frente, conforme revela a foto) van que fez o trajeto Máncora-Tumbes, última grande cidade antes da fronteira com o Equador.

Na ausência de transporte mais ou menos regular para seguir a Huanquillas, primeira cidade equatoriana, cedemos ao risco e ao charme ("do contrário vocês vão se f..") de uns caras que nos quiseram vender o trecho Tumbes-Águas Verdes-Huanquillas e, de aí, o mundo, por apenas 10 soles e inúmeras advertênias de que o inferno se assemelhava à fronteira Peru-Equador.

Achei que era terrorismo, mas a barra realmente pesou. Teve propina, "esconde a loira", correria, brigaiada e moedinha passada reboladamente de mão em mão.

Corremos pra imigração equatoriana, localizada em lugar qualquer que não a fronteira, depois à estação de buses, de onde saímos às 16h30 rumo a Quito. Treze horas de viagem viraram 15, graças à polícia que fez, por cinco vezes, todo mundo descer pra ser revisado. Dois ou três oficiais terminaram minha revisão perguntando se eu tinha namorado. Tratamento oficial é outra coisa.

Enfim, chegamos.

Pacífica no Pacífico




Já era hora do meu biquíni conhecer as águas do Pacífico, hehe. Os cliques são de Máncora, dita a melhor praia do Peru, como já contei. Minha versão é que o lugar agrada, o sol é quente, e a água realmente não muito fria. Mas, quesito praias... Acho que o Brasil ganha.

Fridoca goes to Brazil




Pequena bebê cachorro de 10 meses, totalmente fixada na fase oral, Frida (de Frida Kahlo mesmo) é uma coisinha. Tom, seu dono australiano, anda recorrendo a América Latina à causa de seu trabalho no ramo do café, assim que ameaçou ter que deixar a Fridoca no Peru, caso tenha que se mudar. Já avisei o moço que ela tem casa no Brasil.

Seção PERÉN ARQUITETOS: Lima por dentro







É abril no blog! Inauguro o mês não com uma tradicional e sem-graça mentira (talvez um "parabéns para a Lena"?), mas com a incrívelmente pouco badalada seção de arquitetura, a PERÉN ARQUITETOS. Pois que seja.

Em Lima - com seu centro colonial (ah, tá!) bastante bem conservado, pobres periferias work in progress, como não poderia deixar de ser, e esnobes bairros chiques, como Miraflores e San Isidro (menos ainda, isso poderia deixar de ser, certo?) -, a arquitetura confunde.

É feia, no más, com aquele velho recurso de dar exceções ao que é palacete, casão e construção oficial e, portanto, bem cuidada. Por isso, me rendi ao tema "arquitetura de interiores" e, sobretudo, ao incrível apê do Tom, australiano gente finíssima que nos hospedou no última dia na capital peruana.
O cara trabalha vendendo café e, lhes digo, se deu benzaço em Miraflores. Vive em um espaço claro, animadamente dividido entre três pisos: o mais alto é o quintal de sua cachorrinha meiga, a Frida, além de espaço perfeito para garotas da laje, o do meio é uma sala ampla na medida com cozinha americana e uma escadinha que dá ao terceiro e último piso; este, com dois quartos e banheiro.

O sol entra por todas as partes, a vista é boa, os espaços não enjoam por estarem separados e, tá, assumo que paguei um pau.

As fotos não condizem com meu poema a respeito da casa, mas... Imaginem.